Idiosubjetivação: A Formação do Indivíduo Egoísta na Era Neoliberal - parte 03

 



O conceito de idiosubjetivação refere-se ao processo de formação de indivíduos egoístas que negam o bem comum e promovem a ignorância. Esse processo é essencial para manter a hegemonia do pensamento neoliberal, que transforma tudo em objetos negociáveis visando lucro e vantagens pessoais. A origem da palavra "idiota" vem do grego "idios", que significa "privado" ou "sem compromisso com a vida pública". Historicamente, os idiotas são aqueles incapazes de participar do trabalho coletivo ou reconhecer a importância do bem comum, permanecendo alheios à política e à vida pública.

As características do idiota moderno incluem a abdicação de ações públicas e a falta de engajamento em projetos coletivos. Essas pessoas têm uma subjetividade empobrecida, que impede a reflexão e a ação transformadora, levando-as a ver a realidade como imutável ou determinada por um poder superior. Esse perfil é moldado para facilitar a manipulação da democracia, onde governos que servem a uma minoria são apresentados como se fossem do interesse do povo. Essa manipulação permite que o capitalismo destrua as condições de vida sem enfrentar resistência crítica.

O processo de idiosubjetivação gera um efeito ilusório que faz parecer que as massas são incapazes de julgar corretamente. Isso perpetua o projeto neoliberal e protege os interesses dos poderosos. Cidadãos bem-informados e críticos são vistos como obstáculos a esses interesses, o que reforça a importância de manter a população desinformada e alienada.

A utilidade dos idiotas para os dominadores reside na manipulação e formação deficiente de consciências. A distorção de fatos e a alteração na percepção pública são ferramentas eficazes para manter a exploração. Esse ambiente promove falsas esperanças, fazendo com que os pobres acreditem na possibilidade de se tornarem ricos exploradores. Essa crença é sustentada pelo apagamento das condições materiais que, na realidade, impedem a superação da exploração.

Essas ideias revelam como a idiosubjetivação é instrumentalizada para perpetuar a dominação neoliberal. Ao manter a maioria da população alheia às realidades e interesses coletivos, promove-se a ignorância e a inação pública. Em última análise, o objetivo é assegurar que os indivíduos sejam incapazes de questionar ou desafiar o status quo, consolidando assim a exploração e o controle pelos dominadores.
FIM da parte 03.
 
 
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